Resultado medido do teste de crescimento do Instagram. O que os R$ 334 investidos revelaram — inclusive o que contraria a previsão do relatório anterior.
Você sentiu que os seguidores não estavam chegando. Você estava certa. Este documento mostra exatamente onde o dinheiro parou, por que parou ali, e o que fazer a partir de agora. Nada aqui é opinião: são os números da sua conta, puxados hoje da API oficial do Instagram e do Meta Ads.
O teste foi desenhado justamente para descobrir isso, e descobriu. A campanha entregou tudo que uma campanha de tráfego consegue entregar — 3.280 pessoas clicaram e foram até o seu perfil, por R$ 0,10 cada, um preço excelente. O que não aconteceu foi a próxima etapa: elas chegaram no perfil e não seguiram. Isso não se resolve com mais verba. Se resolve com três correções, e elas estão neste documento.
O teste custou R$ 334 e evitou um compromisso de R$ 1.800 a R$ 3.300 por mês baseado numa premissa que não se confirmou. Era exatamente para isso que ele existia. Descobrir agora custa trezentos reais; descobrir em dezembro custaria quinze mil.
O relatório anterior separava o que era medido do que era frágil. O teste transformou boa parte da coluna frágil em coluna medida — e mostrou que uma das fragilidades apontadas era real.
AGORA MEDIDO O que o teste provou
R$ 0,102 rodando a R$ 60/dia — 27% mais barato que a R$ 21/dia. Subir a verba realmente não encareceu a entrega, como o relatório previa.
Frequência 1,15 com 36.895 pessoas alcançadas. Cada pessoa viu o anúncio uma vez. Havia público de sobra.
R$ 11,94. Era a única pergunta que o teste precisava responder, e ele respondeu com dinheiro real.
Não é no anúncio, não é no criativo, não é no preço da mídia. É na passagem visita → seguidor.
AINDA FRÁGIL Onde o dado tem limite
Foi pausado em 06/08 para este diagnóstico. Seis dias e R$ 334 já bastam para o diagnóstico — mas não são os 14 dias completos.
Isso não mudou. O +28 vem da contagem absoluta de seguidores (16.348 → 16.376), que é o dado mais confiável disponível, mas não separa quem veio do anúncio de quem veio do conteúdo.
Bio, campo de nome e posts fixados continuam os mesmos. Isso estava previsto no plano e não foi feito — então o número medido é o pior cenário, não o cenário justo.
O Instagram entrega a série diária com atraso. Por isso usamos a contagem absoluta do perfil, que é fechada e confiável.
É importante começar por aqui, porque a leitura fácil seria dizer "a campanha não funcionou". Ela funcionou. Todos os indicadores que medem a qualidade de um anúncio vieram acima da média de mercado.
| Indicador | Resultado | Referência de mercado | Leitura |
|---|---|---|---|
| Investimento | R$ 334,24 | — | 6 dias a R$ 60/dia |
| Pessoas alcançadas | 36.895 | — | público novo, nacional |
| Custo por visita ao perfil | R$ 0,102 | R$ 0,30 – 0,60 | 3× melhor |
| Taxa de clique (CTR) | 7,66% | 1% – 2% | Excelente |
| CPM (custo por mil pessoas) | R$ 7,86 | R$ 15 – 25 | Barato |
| Frequência | 1,15 | até 2,0 | Sem desgaste |
| Vídeo assistido até o fim | 7.745 (20,3%) | 8% – 12% | Criativo forte |
| Curtidas ganhas no anúncio | 201 | — | o conteúdo agradou |
| Visitas ao seu perfil | 3.280 | — | entregues como prometido |
Por R$ 334, 3.280 mulheres pararam o que estavam fazendo, assistiram seu vídeo e clicaram para conhecer seu perfil. Uma em cada cinco assistiu o vídeo inteiro. Esse é um resultado muito bom de mídia — e é a prova de que o problema está depois do clique, não antes.
A campanha é do tipo que otimiza por clique, não por seguidor — porque seguidor não existe como conversão na Meta. Então o algoritmo faz o trabalho dele: procura o clique mais barato do Brasil. E o clique mais barato do Brasil está no público de 55 anos ou mais. Ele achou, e levou quase metade do seu dinheiro para lá.
| Faixa etária | Verba recebida | % da verba | % dos seus seguidores | Leitura |
|---|---|---|---|---|
| 55 a 64 anos | R$ 90,02 | 26,9% | 7,4% | Desperdício |
| 65+ anos | R$ 56,64 | 16,9% | 1,5% | Desperdício |
| 45 a 54 anos | R$ 57,91 | 17,3% | 18,6% | equilibrado |
| 35 a 44 anos | R$ 43,30 | 13,0% | 26,6% | Sub-investido |
| 25 a 34 anos | R$ 50,67 | 15,2% | 37,3% | Sub-investido |
| 18 a 24 anos | R$ 35,37 | 10,6% | 8,3% | equilibrado |
As duas faixas que mais clicaram foram justamente 65+ (CTR 10,52%) e 55-64 (CTR 9,09%) — as maiores da campanha. Elas clicam muito e seguem pouco. Juntas são 8,9% dos seus seguidores e receberam 43,9% da verba. Enquanto isso, a faixa 25-44, que é 63,9% da sua base real, ficou com apenas 28,2%.
3.956 pessoas entraram no seu perfil no período. Duas tocaram no link da bio. Não é erro de digitação: duas. O motivo é que o perfil está escrito para quem já te conhece e quer agendar em Maceió — mas o tráfego que a campanha traz é nacional e frio, gente que nunca ouviu falar de você e nunca vai agendar em Alagoas.
Como seu perfil se apresenta hoje
A primeira palavra que uma desconhecida lê é "perfiloplastia". Ela não sabe o que é. E a única ação oferecida é agendar — algo que ela não vai fazer no primeiro contato, morando a 2.000 km.
O que os números dizem
Ajustar bio, campo de nome e posts fixados não custa nada e multiplica o efeito de toda a verba investida daqui pra frente. Enquanto não for feito, cada real de mídia rende menos do que poderia.
O relatório de 28/07 estimou R$ 0,99 por seguidor. Com os dados de agora, dá para afirmar que aquele número era crescimento orgânico sendo creditado ao anúncio. A conta estava errada e a correção é esta.
Entre 09 e 15 de julho, todos os impulsionamentos de perfil somados entregaram 426 cliques. No mesmo período entraram 282 seguidores. Isso daria uma conversão de 66% — duas em cada três pessoas que clicam virando seguidoras. Isso não acontece em lugar nenhum. A explicação real é que naquela semana seus Reels orgânicos foram muito bem, e o crescimento deles foi somado à conta do anúncio.
| Período | Investido | Visitas compradas | Seguidores | Conversão | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|
| 09 a 15/07 | R$ 196,91 | 426 | 282 | 66% | Impossível — era orgânico |
| 20 a 24/07 | R$ 112,91 | 1.113 | 117 | 10,5% | ainda com efeito de Reels |
| 25 a 30/07 | R$ 120,37 | 1.181 | 45 | 3,8% | sem Reels viral |
| 31/07 a 06/08 (o teste) | R$ 334,24 | 3.280 | 28 | 0,85% | O número real |
Quanto mais visitas o anúncio comprou, menos seguidores entraram. Se o anúncio fosse a fonte dos seguidores, os números subiriam juntos. Eles fazem o contrário. A mídia estava comprando visita; quem trazia seguidor era o seu conteúdo.
O relatório anterior já sinalizava este risco na seção "Onde a análise é frágil": "Havia quatro campanhas rodando juntas… um Reels que rendeu bem sozinho pode ter sido confundido com efeito de mídia." Era exatamente isso. O teste serviu para confirmar, e é por isso que ele foi feito antes de comprometer cinco meses de verba.
Se não foi o anúncio, foi o quê? Os dados apontam para uma resposta muito clara, e ela é a melhor notícia deste relatório: o que faz sua conta crescer é o seu conteúdo de humor — os vídeos de marido, rotina e bastidor. Não os vídeos técnicos.
| Reels | Views | Curtidas | Comentários | Compartilh. | Efeito |
|---|---|---|---|---|---|
| "A realidade do marido é essa" · 18/07 | 7.334 | 204 | 31 | 22 | Melhor da conta |
| "O que tu acha que esse rapaz fez" · 21/07 | 6.664 | 94 | 19 | 3 | +96 seguidores em 3 dias |
| "4 meses de uma só carne" · 14/07 | 3.395 | 141 | 21 | 1 | pessoal, alto engajamento |
| Média dos Reels técnicos · julho | 480 – 1.750 | 13 – 29 | 2 – 9 | 0 – 1 | 4× a 7× menos |
Compartilhamento é o único sinal que o Instagram trata como "isto merece ser mostrado para quem não te segue". O Reels do marido teve 22. Os técnicos têm zero ou um. É por isso que a semana de 09 a 15 de julho trouxe 282 seguidores sem que a mídia tivesse participação relevante — e é o mecanismo que precisamos alimentar.
Seria o erro mais caro possível agora. O gargalo não é falta de visita — foram 3.280 em 6 dias. Aumentar a verba com o funil quebrado só multiplica o desperdício. A campanha fica pausada até as correções entrarem.
Hoje a campanha aceita de 20 a 65+. Limitando a 25-44, os mesmos R$ 60/dia deixam de comprar clique de quem não segue e passam a comprar de quem é 63,9% da sua base real. Na prática: sai de ~165 visitas/dia na faixa certa para ~590 visitas/dia. É uma alteração de um campo, reversível, e feita por nós.
A campanha atual roda um único criativo há 28 dias, e 67% da entrega vai para o feed. Os Reels de humor que provaram trazer seguidor nunca foram impulsionados. A proposta é subir o Reels "A realidade do marido" (7.334 views e 22 compartilhamentos sozinho) e deixar os dois formatos competindo. Mídia funciona melhor amplificando o que já deu certo do que empurrando o que ainda não provou nada.
É a correção mais barata e a que mais multiplica as outras duas. Detalhe do que muda está na última seção deste documento. Sem ela, os itens 1 e 2 rendem cerca de metade.
Com as três correções no ar, mais uma semana a R$ 60/dia responde se o custo por seguidor cai. Critério combinado desde já: se o custo por seguidor não ficar abaixo de R$ 3,00, paramos de comprar visita ao perfil de vez e a verba vai inteira para impulsionar Reels. Sem "mais uma semana para ver".
Com o número real na mão, preciso ser direto: 30 mil seguidores até 31/12/2026 não se sustenta com compra de visita ao perfil. A conta não fecha, e prefiro te dizer isso agora do que em dezembro.
| Cenário | Custo/seguidor | Investimento p/ 30k | Viabilidade |
|---|---|---|---|
| Como está medido hoje | R$ 11,94 | R$ 162.700 | Fora de questão |
| Com idade corrigida ESTIMADO | ~R$ 4,00 | R$ 54.500 | Inviável |
| Cenário otimista ESTIMADO | R$ 3,00 | R$ 40.900 | Inviável |
| Premissa do plano anterior | R$ 0,99 | R$ 13.500 | Não se confirmou |
Pelo ritmo medido — e considerando que suas melhores semanas foram movidas por conteúdo, não por verba — a trajetória sustentável até 31/12 fica entre 19.000 e 21.000 seguidores, com foco em Reels de humor publicados com constância e mídia amplificando os que performarem. Chegar aos 30 mil exigiria um mecanismo diferente: colaborações com perfis maiores, participação em conteúdo de terceiros e uma frequência de publicação bem acima da atual — nada disso é comprado com verba de tráfego.
Sua conta tem o ativo mais difícil de conseguir: conteúdo que as pessoas compartilham. Um Reels seu alcançou 7.334 pessoas de graça. Isso é o que faz conta crescer de verdade — e é gratuito. O trabalho a partir de agora é sistematizar isso, não comprar mais visita.
Hoje: "Dra. Luanna Thamyres | Harmonização Orofacial" — ninguém pesquisa por isso.
Hoje abre com "perfiloplastia não cirúrgica", uma palavra que quem chega de fora não conhece, e termina com "Agendamentos", que só serve para quem é de Maceió.
Hoje são três antes/depois clínicos. Quem chega pelo Reels de humor encontra uma vitrine de procedimento e vai embora.
Os vídeos que fazem sua conta crescer são os de humor, marido e rotina. Os técnicos entregam de 4 a 7 vezes menos. Isso não significa parar com os técnicos — eles vendem procedimento. Significa que, para crescer, a proporção precisa pender para o humor. Dois a três Reels de humor por semana muda a trajetória mais do que qualquer verba que a gente coloque.